O setor de franquias começou 2019 em ritmo acelerado. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) apontaram que o franchising brasileiro registrou crescimento de 7% no primeiro trimestre do ano, desempenho superior ao observado no mesmo período de 2018, quando a expansão havia sido de 5,1%.
Considerando os últimos 12 meses analisados pela entidade, o faturamento do setor passou de R$ 165,1 bilhões para R$ 177,5 bilhões, consolidando um avanço acumulado de 7,5%.
Segundo André Friedheim, presidente da ABF na época, mesmo diante de um cenário econômico ainda desafiador, alguns fatores contribuíram diretamente para o desempenho positivo das redes.
Entre eles estavam a retomada gradual da confiança do consumidor, a expansão das operações iniciada em 2018 e também as mudanças implementadas pelas franqueadoras nos últimos anos.
“O franchising conseguiu crescer porque as redes buscaram modelos mais eficientes, operações mais enxutas e novas alternativas de venda e atendimento”, destacou Friedheim.
Além disso, o mercado de trabalho desaquecido também colaborou para que mais brasileiros enxergassem as franquias como alternativa para empreender com maior segurança.
Casa e Construção lidera crescimento entre os segmentos
Entre todos os segmentos do franchising, o destaque ficou para Casa e Construção, que apresentou crescimento de 12,9% no faturamento em comparação ao primeiro trimestre do ano anterior.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das reformas residenciais, manutenção de imóveis e expansão das unidades franqueadas do setor.
Logo atrás apareceu o segmento de Serviços Automotivos, que avançou 12,7%. A recuperação do mercado de veículos, aliada ao aumento no aluguel de automóveis e à procura por manutenção automotiva, ajudou no desempenho das redes.
Outro segmento que apresentou forte evolução foi Comunicação, Informática e Eletrônicos, com crescimento de 9,7%. O avanço foi puxado especialmente pela demanda por assistência técnica, manutenção de equipamentos e serviços ligados ao marketing digital.
Já o setor de Serviços e Outros Negócios cresceu 9,6%, mantendo a boa performance observada em períodos anteriores. Redes de logística e serviços administrativos estiveram entre as principais responsáveis pelo avanço.
O segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar também voltou a aparecer entre os mais aquecidos do franchising, registrando alta de 9,2%, impulsionado pela expansão das óticas, clínicas médicas e operações odontológicas.
Número de unidades e empregos também aumentou
O crescimento não ficou restrito ao faturamento. O levantamento mostrou avanço também na quantidade de operações e geração de empregos.
Naquele período, o Brasil contabilizava 156.693 unidades franqueadas em funcionamento. Considerando aberturas e fechamentos de lojas, houve crescimento líquido de 2,5% no total de operações.
O franchising também ampliou sua participação no mercado de trabalho. O setor alcançou mais de 1,3 milhão de empregos diretos, registrando crescimento de 2,05% na comparação anual.
Os números reforçaram a capacidade das franquias de manter expansão mesmo em um ambiente econômico ainda marcado por incertezas.
Shoppings retomam força e modelos alternativos avançam
A pesquisa da ABF também identificou mudanças importantes no perfil das operações.
Depois de alguns anos perdendo participação, os shopping centers voltaram a ganhar espaço como principal ponto comercial das franquias. A presença das redes em shoppings subiu de 21,5% para 24,9%.
Ao mesmo tempo, formatos alternativos continuaram avançando.
O modelo home office ganhou força e passou de 4,9% para 6,7% das operações, refletindo a busca por negócios mais enxutos e com menor custo operacional.
Os quiosques também apresentaram crescimento relevante, saltando de 6,5% para 8,6% das unidades.
Além disso, operações home based e serviços de atendimento domiciliar continuaram ampliando espaço dentro do franchising brasileiro.
Transformação digital ganha espaço nas franquias
Outro destaque da pesquisa foi o avanço do e-commerce nas redes de franquias.
Pela primeira vez, a ABF levantou dados específicos sobre vendas online dentro do setor. O estudo mostrou que 61,1% das redes já utilizavam canais digitais de venda, número significativamente superior aos 42,3% registrados no ano anterior.
Também cresceu a participação dos franqueados nas operações online. Em 48,1% das redes, os franqueados recebiam participação nas vendas digitais, contra 30,1% em 2018.
O modelo mais comum adotado pelas redes era o pagamento de comissão sobre vendas online, seguido por lojas virtuais próprias dos franqueados e aplicativos de delivery.
Para a ABF, os dados demonstravam que o franchising brasileiro começava a acelerar seu processo de adaptação à transformação digital, buscando integrar cada vez mais os canais físicos e online.
Multifranqueados seguem fortes no setor
O levantamento ainda mostrou estabilidade no número de franqueados que operam mais de uma marca simultaneamente.
Cerca de 40% das redes afirmaram possuir multifranqueados em sua estrutura, perfil geralmente composto por empresários que administram entre duas e quatro marcas diferentes.
Esse movimento reforçou a profissionalização do setor, com investidores enxergando o franchising como uma estratégia sólida de expansão empresarial e diversificação de negócios.
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