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De educadora a franqueada

Com formação em Matemática e quase 14 anos de experiência no ensino individualizado, Cristiane Gesser construiu sua carreira dentro da sala de aula, sempre movida pela vocação para educar. Ao longo do tempo, porém, surgiu o desejo de ir além da docência e transformar esse conhecimento em um projeto próprio.

A decisão de empreender veio acompanhada de uma convicção clara: investir em educação era um terreno que ela conhecia profundamente. “Desde criança eu sonhava em ter meu próprio negócio. Quando escolhi a educação, sabia exatamente onde estava pisando”, relembra.

Na busca por uma franquia, Cristiane estabeleceu dois critérios fundamentais: autonomia para adaptar o ensino às necessidades de cada aluno e uma estrutura sólida de suporte que lhe desse segurança na transição para o empreendedorismo. Esses elementos foram determinantes para a escolha da Ensina Mais Turma da Mônica.

“O que me atraiu foi a liberdade de tratar cada aluno como protagonista do próprio aprendizado. Esse conceito estava muito alinhado com tudo o que eu acreditava”, afirma.

À frente da unidade de Blumenau, Cristiane destaca a proposta pedagógica da rede, baseada em ensino híbrido, uso de tecnologia e acompanhamento individualizado. Segundo ela, o foco não está apenas em resolver dificuldades pontuais, mas em promover um desenvolvimento contínuo. “O aluno não vem só para reforçar uma matéria específica. Trabalhamos as bases, corrigimos lacunas e só depois avançamos”, explica.

A mudança de papel, no entanto, não foi simples. De professora, Cristiane passou a lidar com rotinas administrativas, gestão financeira e estratégias de marketing. “Foi um choque sair da sala de aula e assumir a cadeira de empresária. Eu sabia ensinar, mas não entendia de contabilidade ou divulgação”, conta.

Com o apoio da franqueadora e disposição para aprender, ela buscou capacitação em áreas como vendas e marketing, além de participar de grupos de networking para fortalecer a presença da unidade na cidade. Esse movimento foi essencial para consolidar a marca localmente.

Conhecer bem a região onde atua também fez diferença. Natural de Blumenau, Cristiane ressalta que a familiaridade com o perfil das famílias e das escolas locais ajudou a reduzir riscos. “Saber como o público pensa, quais são as expectativas dos pais, tudo isso conta muito. Abrir um negócio sem esse conhecimento aumenta bastante as chances de erro”, avalia.

Para a empreendedora, o reconhecimento da marca foi importante no início, mas o crescimento veio com o trabalho consistente. “No começo, a força da rede ajuda. Depois, o boca a boca acontece naturalmente. Hoje, muitos pais chegam dizendo que ouviram falar da escola”, afirma.

Aos que pensam em empreender, Cristiane deixa um conselho direto: planejamento e estudo são indispensáveis. “Não basta abrir um negócio por impulso. É preciso entender o público, conhecer a região e saber no que você é realmente bom”, orienta.

Ela também ressalta a necessidade de atualização constante. “A educação evolui o tempo todo, e a tecnologia ainda mais rápido. Quem fica parado, fica para trás”, alerta.

Para Cristiane, empreender na área educacional só faz sentido quando há propósito. “Se a ideia é contribuir para que as pessoas aprendam de verdade, desenvolvendo autonomia e não apenas passando em provas, esse modelo de negócio faz total sentido”, conclui.

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