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Franquias lideradas por mulheres crescem acima da média e impulsionam inovação no setor

Elas têm transformado o franchising brasileiro com inovação, empatia e resultados. As mulheres estão assumindo um papel de protagonismo no setor de franquias, tanto como fundadoras quanto como líderes de grandes redes. Em um mercado historicamente masculino, as redes comandadas por mulheres têm crescido acima da média nacional e conquistado espaço com propostas criativas e inclusivas.

Segundo levantamento da ABF Mulher, 48% das franquias brasileiras já têm mulheres à frente da operação, seja como fundadoras, CEOs ou franqueadas. O número vem crescendo ano a ano, impulsionado por modelos de negócio mais flexíveis, como home based e franquias digitais.

“A mulher empreendedora tem um olhar diferenciado para gestão, relacionamento e inovação”, afirma Andréa Oricchio, coordenadora da ABF Mulher. “E isso se reflete diretamente na performance das franquias que elas comandam.”

Moda íntima, beleza e educação: setores em destaque

Um dos exemplos mais simbólicos dessa transformação é a Yang Lingerie, rede de moda íntima fundada por Ângela Freire, ex-costureira que transformou uma confecção caseira em uma rede com mais de 40 unidades no Brasil.

“Comecei com três máquinas e muita vontade. Hoje ensino outras mulheres a empreender com dignidade e estilo”, conta Ângela, que se prepara para expandir para o exterior.

Na área de beleza, a Yes! Cosmetics, liderada por Sônia Campos, tem registrado crescimento de dois dígitos ao ano. Já na educação, a Tutores, especializada em reforço escolar, é comandada por Ana Paula Cocco, que aposta em inovação pedagógica e franquias acessíveis.

Liderança com propósito

Para as especialistas, as mulheres trazem à tona uma nova forma de liderar no franchising — mais colaborativa, com foco em impacto social e protagonismo coletivo.

“As lideranças femininas têm priorizado a escuta, a empatia e o impacto comunitário”, afirma a consultora Carolina Nalon, que atua com treinamento de lideranças femininas. “É um caminho que não tem volta.”

A tendência é que mais mulheres entrem no setor como franqueadas ou fundadoras, impulsionadas por políticas de incentivo e redes de apoio ao empreendedorismo feminino. O franchising, aos poucos, vai se tornando um reflexo mais fiel da sociedade brasileira — diversa, criativa e liderada por quem faz acontecer.

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